Tecnologia

O Mundo em 2030: A era do Sistema de Gestão Inteligente

Redação FoxManager
Escrito por Redação FoxManager em 03/02/2020
O Mundo em 2030: A era do Sistema de Gestão Inteligente

Entre para nossa lista e receba conteúdos exclusivos e com prioridade

Até 2030, o futuro da humanidade estará cada vez mais dependente de um sistema de gestão inteligente e integrado para gerenciar atividades de infraestrutura, transporte, habitação, saúde, comércio, produção industrial, e outras do cotidiano em cidades pelo mundo.

Isso é, conforme noticiou a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) em seu boletim de mega-tendências. Por isso, a nova frente de investimento maciço para empresas que buscam soluções em infraestrutura para centros urbanos será a de desenvolvimento de sistemas de integração para melhorar a vida de cidadãos do mundo.

As empresas brasileiras ligadas à indústria, construção civil ou transporte, e que tenham em vista aumentar seu faturamento em curto, médio e longo prazo, devem estar atentas às oportunidades de investir em infraestrutura urbana de cidades que levem em conta as tendências de soluções inteligentes.

Sistema de Gestão Inteligente

Primeiramente, o maior desafio do Brasil – e do mundo -, será criar mais softwares capazes de dar conta da demanda de integração entre o big data gerado por incontáveis dispositivos móveis e imóveis com conexão de internet aos órgãos e empresas responsáveis por coisas tão díspares em nossas vidas quanto a interação com instituições financeiras, às compras de supermercado, ou consulta médica e ao ônibus que você quer utilizar.

Sendo assim, para os moradores de cidades grandes e médias será impossível viver plenamente e com qualidade sem que certos aspectos de sua vida estejam a cargo de planejamento realizado previamente por um sistema de gestão inteligente.

Crescimento Populacional e Urbanístico

O aumento da urbanização e crescimento populacional nesse novo século será puxado por regiões como o Leste Asiático (Coréia do Sul, Japão, China, Coreia do Norte, Hong Kong e Taiwan) países do Pacífico Sul (Indonésia, Austrália e Nova Zelândia), Sudoeste Asiático (Sri Lança, Índia, Paquistão e etc), Oriente Médio Israel, Irã, Iraque, Afeganistão, Turquia, Emirados Árabes, Arábia Saudita Qatar e etc) e a África Subsaariana (África do Sul, Nigéria, Congo, Burundi, Quênia, Tanzânia, Uganda, Etiópia, Somália, Sudão, Camarões, Gabão, Serra Leoa, Ruanda, Senegal e etc).

Ou seja, mais de 1,35 bilhão de seres humanos habitará o planeta. Desses, 1,29 bilhão estará ocupando espaços urbanos em cidades médias e grandes, por exemplo.

Portanto, o consumo de matéria prima e energia também será mais alto, e a pressão por processos menos poluentes meio ambiente também. O que leva ao investimento maciço em processos mais inteligentes de gestão, como as chamadas Smart Cities.

Integração de Sistemas

Essa chamada sofisticação tecnológica dará automação e integração de sistemas de transporte, abastecimento de água e energia, prevenção de acidentes, saneamento básico e muitos outros.

De acordo com o pesquisador do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), Gabriel Garcia de Oliveira, a população brasileira também está inserida nesse processo, apesar da América Latina apresentar baixo crescimento populacional no século, como aponta o boletim.

“A maioria da população brasileira vive no meio urbano e iniciativas em cidades inteligentes podem atenuar problemas de mobilidade e melhorar a qualidade de vida”, disse Oliveira.

Áreas Mais Afetadas

Com o intuito de transformar dar maior qualidade de vida a seus cidadãos, áreas consideradas críticas em todas as cidades devem sofrer mudanças radicais.

A gestão do transporte urbano é uma delas, com a chegada do big data sendo utilizado em carros autônomos. Logo, cada vez mais as câmeras espalhadas pelas cidades e nos próprios automóveis irão orientar o fluxo de carros.

O mesmo pode-se dizer do transporte público coletivo. Ônibus, trens e metrôs estarão 100% conectados à internet com o seu itinerário contendo horários e lotação expostos a todos.

Um exemplo de influência do setor privado na vida das cidades vem da Holanda, onde a Ericsson conectou ¼ de todos os semáforos do país com um sistema de inteligência artificial dotado de meios para reduzir em 10% o congestionamento em horários de pico.

Cidades Médias Brasileiras

A urbanização no Brasil tem um ponto em comum nesse novo século. Os próximos 80 anos no país o foco urbanístico mais agudo será focado na melhoria de qualidade e infraestrutura das chamadas cidades médias.

Ao maior desafio do setor público e privado será enfrentar a falta de planejamento urbano até o momento que aflige a maioria das cidades brasileiras.

Entretanto, como aplicar conceitos de Smart Cities em municípios que mesmo não considerados grandes já enfrentam problemas com a mobilidade urbana envolvendo um grande contingente de pessoas que utilizam os modais diariamente?

Em outras palavras, isso significa que os sistemas rodoviários e ferroviários brasileiros terão de ser repensados com fins de implementação nesses locais.

Investimento Trilionário

Até 2030 os centros econômicos com processo de urbanização já consolidado, ou da mesma forma, que ainda caminham para tal terão de reinvestir mais de US$ 15,5 trilhões para estar em compasso com a nova era de soluções inteligentes.

Ainda assim, as empresas que investirem em softwares de gestão inteligente vão estar lutando por contratos de licitação que envolvem oportunidade na área de telecomunicação e desenvolvimento de novas tecnologias auxiliares na expansão de sistemas em áreas remotas. Não apenas no Brasil mas na Europa e América do Norte também.

Os Estados Unidos, por exemplo, possuem uma malha logística de ferrovias e portos considerada obsoleta pois não há integração de dados satisfatória e precisam ser modernizados.

Mesmo que haja alguma insegurança jurídica no que diz respeito à implementação de ideias desenvolvidas, tais projetos devem seguir a características de PPP, Parceria Público Privado.

Desse modo, a ideia de cortar custos por meio de soluções inteligentes trabalhando juntamente com o governo pode ser o ideal para todas as partes que buscam o desenvolvimento econômico.

Um levantamento da McKinsey mostrou que o transporte rodoviário pode ter uma redução de 25% de custos se for monitorado para escolher as melhores rotas a serem seguidas, por exemplo.

Gestão Inteligente na Indústria 4.0

Mais importante ainda, a velocidade de investimento na renovação do parque indústrial, e da infraestrutura do país passa pela vontade política e governamental de criar um cenário atrativo para os players necessários.

A chamada Indústria 4.0 significa a modernização, e independência de uma série de processos e operações existentes no país.

As empresas que se capacitarem não apenas no desenvolvimento de softwares, mas na adoção de sistemas de softwares que permitam uma melhor gestão de seus recursos estarão à frente de suas rivais no mercado.

Em resumo, as empresas da Industria 4.0 deverão ser capazes de sozinhas, armazenar, processar e comunicar elevadas quantidades de dados que possam ser acessados de qualquer lugar do mundo e a qualquer hora.

Todavia, estamos falando de sistemas de armazenamento em cloud (nuvem), on premise, ou um sistema híbrido que conjugue as duas formas de guardar dados com segurança e otimização.

Por fim, sua empresa está pronta para se integrar à Industria 4.0 com um sistema de gestão inteligente?

Ei! Comente.

O que você achou deste conteúdo? Conte nos comentários.

Entre para nossa lista e receba conteúdos exclusivos e com prioridade