Empreendedorismo

Negócios pós-pandemia: 7 tendências que vieram para ficar

Redação FoxManager
Escrito por Redação FoxManager em 07/07/2020
Negócios pós-pandemia: 7 tendências que vieram para ficar

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A pandemia de  Covid-19 obrigou muitos empreendedores a buscar se reinventar. Com o isolamento social ocorreu uma aceleração de alguns processos que, em alguns casos estavam presentes, mas agora são realidade na rotina dos negócios. Confira abaixo o que deve se tornar tendência no mundo pós-pandemia.

Primeiramente, podemos citar o trabalho remoto. Ele é algo que está consolidado neste “novo normal”. Mas você sabe quais outras tendências dos negócios pós-pandemia? 

Este artigo apresentará sete maneiras de trabalho que vieram para ficar.  

1. Trabalho remoto (home office)

Como citado anteriormente, o já conhecido home office veio para ficar. Muitas empresas utilizavam a maneira de trabalho, mas com a necessidade de distanciamento social, ocorreu uma aceleração e foi a forma que as corporações  mantivessem as rotinas de trabalho.

DICA

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Entenda, a tendência é que, mesmo após a pandemia, o trabalho em home office continue no Brasil. O não tão novo modelo oferece vantagens para empregados e as empresas.

Satisfação de colaboradores

Um estudo realizado com cerca de 1.566 profissionais de diferentes áreas apontou a satisfação de colaboradores com o home office.

A pesquisa realizada pela Faculdade de Economia e Administração da Universidade São Paulo, FEA-USP, mostrou que 70% dos participantes gostariam de permanecer em home office. E isso mesmo quando tudo voltar à normalidade pós pandêmica.

Dentre os aspectos favoráveis pela continuação do home office, pesou a questão do deslocamento diário, bem como o quanto o ambiente de trabalho em casa oferece boas condições de saúde e segurança.

O estudo, realizado em parceria com a Fundação Instituto de Administração- FIA, ainda revelou que mais da metade dos entrevistados ainda não possuíam qualquer contato com a rotina de trabalho remoto.

2. Liderança por projeto

Além do home office, outra mudança nas empresas tende a ser a adoção de uma nova hierarquia. 

Em resumo, a tendência é que o modelo tradicional seja substituído por um modelo colaborativo. Neste caso, conhecido como “wirearquia”, quando a liderança é transitória e dada por projeto.

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E essa descentralização do poder nas empresas, está em fase de teste durante a quarentena até porque não existe a convivência física no dia a dia. Com isso, muitos líderes estão diante da necessidade de delegar mais do que antes.

Adequação da liderança

No entanto, conforme revelou a pesquisa da FEA a atitude das chefias pode ser um entrave. Cerca de 20% dos entrevistados, por exemplo, responderam não estar satisfeitos com a atuação da chefia.

A questão denota a necessidade em investimento na cultura de experiência de usuários, gestão por resultados, e treinamentos adequados.

A prática colaborativa de tarefas deve ser mais e mais desenvolvida para que os resultados ocorram.

3. Digitalização e inteligência artificial em negócios pós-pandemia

Dessa maneira, vale lembrar também que a tecnologia é aliada de primeira hora dos novos negócios. Ou ainda, os ajudou na consolidação de modelos de negócio já presentes no mercado.

O uso de sistemas de gestão integrada, por exemplo, são ferramentas essenciais na hora de realizar a gestão empresarial correta.

Porém, com a pandemia, a atuação online foi uma maneira crucial de as empresas conseguirem manter seus negócios.

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Mais que isso, os serviços online têm sido uma nova tendência: consultas, cursos, serviços de entretenimento, lives via celular, etc. São muitos os exemplos de atividades que se tornaram comuns pela web. 

Enquanto isso, a inteligência artificial, RPA e machine learning cresceram durante a crise. Trata-se de uma tendência nos negócios que foi acelerada durante a crise e continuará na pós-pandemia.

O uso dessas ferramentas têm objetivos variados. Pode ser desde avaliação de processos, projeção de ondas econômicas, avaliação de trabalhos realizados e etc.

3. Mentoria

A prestação de serviços como mentoria online também virou uma tendência neste período. O isolamento de funcionários levou a busca por mentoria de diversos profissionais especializados.

Foi uma maneira que estes profissionais altamente qualificados encontraram de passar seus conhecimentos. Os canais preferidos de uso para tal são vídeos, cursos, e-books, webinars videochat e chat.

Foram muitas plataformas que ganharam popularidade nesse sentido, como o Zoom.

4. Estrutura de multicanais

O mercado varejista tem adotado o omnichannel (que significa estratégia de conteúdos em múltiplos canais). É uma maneira de atendimento que visa a integração de todos os canais de atendimento online e offline.

A tendência é que os consumidores tenham uma aderência maior às lojas virtuais e prefiram comprar de suas residências, e evitem mais os estabelecimentos físicos.

Isso se refere especificamente a consumidores classificados como baby boomers e da Geração X, que antes utilizavam pouco a internet para compras.

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Mas com a tendência multicanais, o cliente agora utiliza o comércio online para escolher e comprar o produtos no ambiente virtual.

Sendo assim, os empresários precisam também transformar os seus estabelecimentos em e-commerce.

5. Economia de pouco contato

Outra tendência pós-pandêmica é o resultado do distanciamento social. Isso fará com que cresça a economia de ‘baixo contato’ ou de ‘pouco contato’, em inglês, Low Touch Economy. Essa nova maneira vinha ocorrendo de maneira gradual, e o serviço de delivery é um exemplo claro.

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reprodução A compra de produtos e contratação de serviços online devem continuar após a política de distanciamento social

O termo é usado para o fluxo de capital que não depende de um contato direto entre clientes e vendedores. Este modelo de negócios tem crescido  nos últimos anos e a tendência é ser assimilado de vez pelas corporações.

6. Educação à distância pós-pandemia

A pandemia do novo coronavírus deixou cerca de 800 milhões de estudantes afetados pelo isolamento social, de acordo com a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). Esse cenário, aparentemente desesperador, nos revela maneiras de readequação das formas de ensino. 

No mundo corporativo não é diferente, as grandes e pequenas empresas, que antes investiam em T&D (treinamento e desenvolvimento pessoal) presencial, agora encontraram maneiras de capacitação digital.

7. Educação continuada (lifelong learning)

Assim como no sistema educacional durante a quarenta e que é uma tendência do pós-pandemia, os profissionais utilizaram uma outra maneira de se aperfeiçoar sozinhos em casa.

É o conceito chamado de educação continuada ou, em inglês, lifelong learning (aprendizado ao longo da vida). É uma maneira “self service” de aprender.

Vale destacar que o período em isolamento fez com que os cursos tiveram um “boom”, principalmente por estarem à disposição com preços acessíveis ou mesmo de forma gratuita.

Para se ter uma ideia, 46% dos brasileiros, ouvidos em pesquisa da Pearson, empresa global de aprendizagem, disseram que aprendem sozinhos. Ou seja, com o “faça-você-mesmo” utilizando a internet para adquirir uma nova qualificação. 

No mundo, de acordo com a entidade, existe uma concordância de que as pessoas precisam continuar aprendendo para se manter atualizadas durante a carreira.

A pesquisa apontou, por exemplo, que 88% dos brasileiros abraçam o lifelong learning. Ainda falando no Brasil, 84% gostam de se reinventar com o aprendizado de novas habilidades, e 72% querem continuar ativos após a aposentadoria, na busca por uma outra chance no mercado de trabalho.

Conclusões

Os profissionais que estão em home office e não se sentem contemplados por estas tendências não devem se sentir culpados por não se adequarem, mas devem estar cientes que o mundo corporativo mudou.

E isso também vale para empresas de todos os portes com uma estrutura rígida e hierárquica pouco flexível e avessa a mudanças.

Por fim, tendências são correntes que espelham o mundo à volta e os hábitos em constante estado de transformação, não fique para trás.

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